segunda-feira, 1 de abril de 2019

10 Conselhos para ir à rua com o seu cão

1º Certifique-se que tem as vacinas e desparasitações em dia e faça-se acompanhar do boletim sanitário da sua mascote;

2º Use sempre trela curta e açaimo, este último caso saiba que o seu cão pode morder, ou seja de raça perigosa ou potencialmente perigosa;

3º Leve sacos para apanhar eventuais dejetos do seu cão e para oferecer a quem se tenha esquecido…;

4º Evite sair nas alturas mais quentes do dia e não circule por cima de pavimentos sobreaquecidos;

5º Se optar por sair à noite, prefira peitorais e trelas com aplicações refletoras;

6º Eleja trajetos com pontos de água potável ou leve-a para ir hidratando e refrescando a sua mascote;

7º Mesmo estando junto a si, esteja sempre atento ao que o rodeia. Restos de comida, sinalética a indicar perigo por aplicação recente de produtos tóxicos, outros animais que podem representar perigo—ex: lagartas dos pinheiros ou cães agressivos —, etc, podem causar lesões graves ao seu cão!

8º Se a condição física do seu cão permitir, faça passeios com alguma duração (mínimo 20 minutos), de modo a satisfazer o gasto de energia que ele precisa, em particular se vive confinado (apartamento ou vivenda sem acesso a jardim);

9º Quando em passeio evite dar puxões na trela sempre que o quiser contrariar. É preferível parar e manter a trela tensa, sem puxar, redirecionando a atenção da mascote. Como sugestão, leve algo escondido que o seu cão goste (biscoito de recompensa, brinquedo) e apresente-lhe a “surpresa” quando precisar de cativar a sua atenção;

10º Por último, que poderia bem vir em primeiro, insista em programas/aulas de socialização e treino, certificando-se que os métodos de ensino se baseiam no reforço positivo!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Vacinas no cão e no gato. Porquê, quais e quando fazer?


As vacinas são o meio mais seguro para protegermos as nossas mascotes contra doenças infecciosas. Devem ser administradas apenas em animais saudáveis, sendo muito importante a realização de uma consulta aquando da vacina.
Os recém nascidos recebem da mãe anticorpos (garantidamente se as progenitoras forem vacinadas) que os protegem contra algumas doenças mas, a partir do desmame, essa proteção vai diminuindo e acaba por desaparecer completamente durante os primeiros meses de vida. É por isso importantíssimo que vacinemos os nossos animais de companhia seguindo à risca os protocolos recomendados.   
No cachorro, por norma, a primeira dose vacinal deve ser feita a partir das 6 semanas de idade e é fundamental que contemple a proteção contra a esgana e a parvorirose, sendo depois reforçada passadas 3 a 4 semanas. Nessa altura a vacina terá, adicionalmente, novos componentes (contra hepatite, leptospirose e parainfluenza) e tem de ser reforçada passadas novamente 3 a 4 semanas.
Dentro do protocolo vacinal básico, é administrada ainda a vacina antirrábica que é obrigatória e necessita de um primeiro reforço anual. A imposição da lei portuguesa foi alterada e a validade da vacina varia de acordo com o laboratório que a produz, podendo chegar aos 3 anos.
Aos 6 meses o cachorro deve ainda ser vacinado contra a leishmaniose, em particular se reside em zonas de elevado risco como Viseu. 
Existem ainda outras vacinas que, consoante as raças, estilo de vida, estado fisiológico ou de doença  crónica, podem ser altamente recomendadas.
Após os protocolos iniciais, os cães devem ser revacinados anualmente.
Os gatinhos devem ser vacinados a partir das 8 semanas de idade, contra calicivírus, panleucopénia e herpesvírus felinos, realizando um reforço 3 a 4 semanas depois. 
Após este reforço, deve ser feito o rastreio dos vírus da imunodeficiência e da leucemia felinas. Se forem negativos para a leucemia e se houver possibilidade de acesso ao exterior, os gatos deverão ainda ser vacinados contra esta doença e fazer um reforço 3 semanas depois. 

Recomendam-se revacinações anuais para todos os gatos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Risco tóxico! Chegou a época da “lagarta do pinheiro”

Todos os anos pela altura da primavera, mas cada vez mais cedo, nos surgem casos (alguns bem graves) de animais doentes por terem contactado com este inseto altamente tóxico. 

A processionária, como é vulgarmente conhecido este inseto, é responsável por elevada mobilidade, podendo mesmo causar a morte dos nossos animais de companhia.
O seu potencial tóxico é enorme, uma vez que estas lagartas estão revestidas por uma vasta camada de espículas urticantes de elevado potencial alérgico para animais e Homem.

Como identificar uma zona de risco?

A observação dos seus ninhos, principalmente em pinheiros e com a chegada dos primeiros dias amenos do ano, é altamente sugestiva do começo da descida destas lagartas até ao solo, deslocando-se como que em procissão. De imediato devemos retirar os nossos animais de companhia destes locais, pois o simples contacto com as espículas da processionária deixadas nos seus carreiros, pode originar forte irritação. 

Qual a espécie mais afetada?

O cão, movido pela sua curiosidade natural, frequentemente é a espécie mais afetada, que cheirando e abocanhando as lagartas do pinheiro, chega mesmo a ingeri-las. Por este motivo os lábios, a mucosa oral e a língua, são as partes do corpo que mais lesões apresentam. 

Os sinais clínicos mais frequentes são:

-Edema da face e língua, ptialismo (salivação excessiva), disfagia (dificuldade em engolir), falta de apetite, dificuldade na preensão dos alimentos, intenso prurido na face, vómito, apatia, porções da língua com coloração castanha, azulada a negra.

O que fazer em caso de contacto com esta lagarta?

Se desconfiar que a sua mascote pode ter contactado com esta lagarta, ou o rasto dela, deve de imediato seguir para o veterinário e lavar com água fria as zonas de contacto. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Bem-estar felino, dúvidas frequentes…

As consultas com gatos têm vindo a aumentar e não são poucas as vezes em que há desconhecimento, nomeadamente de princípios básicos no que respeita ao bem-estar felino.

Como deve estar organizado o seu habitat? Como e o que comunica? Qual é a alimentação mais adequada? São algumas das dúvidas que podem dar origem a desequilíbrios e até a doenças.

O gato gosta do seu território bem organizado: zona das refeições bem separada da caixa de areia, local para beber à parte e de preferencia em materiais que não o plástico. Deve ter um local tranquilo para descansar e uma zona de lazer com arranhador, esconderijos e objetos que estimulem brincadeiras.

No que toca a comunicar, o gato é muito expressivo: desde diferentes posturas corporais (ex: rebolar no chão quando vê o tutor significa submissão; agitar vigorosamente a cauda indica irritação); posturas da cabeça (ex: orelhas levantadas e viradas para os lados com olhos semicerrados diz-nos que está zangado, por outro lado, olhos arredondados com orelhas eretas e abertas para a frente, é sinónimo de gato calmo). Comunica muito também com sons (ex: ronronar nem sempre quer dizer que está bem, pois pode indicar apenas submissão e até pode estar com dor, tem também diferentes tipos de miar que tanto podem indicar queixa, pedido ou recusa). Usa ainda a marcação territorial com fezes e principalmente urina (a esterilização precoce evita este comportamento), arranhadelas, feromonas, como forma de manifestar a sua presença em diversos contextos (maior ou menor ansiedade, emoção excessiva, simples aceitação/integração relacionada com o seu bem-estar, etc.).

Quanto à alimentação, atualmente está recomendado alimento comercial de elevada qualidade, estritamente para esta espécie e que respeita as diferentes fases da vida do gato (crescimento, adulto, adulto esterilizado, sénior, e ainda alimento para situações de doença). O gato deverá fazer pequenas refeições ao longo do dia, respeitando a dose total diária recomendada por cada marca. Muito importante também será ter sempre água fresca à disposição.


Recomendo cada vez mais uma consulta ao veterinário idealmente antes ou logo que adquire este magnífico companheiro, pois as particularidades desta espécie são mesmo muitas!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Animais de companhia e novas realidades…

Os animais de companhia, em particular os mais representativos (cão e gato) são seres senciêntes, ou seja, percecionam  o que os rodeia sendo capazes de ter sensações e sentimentos de forma consciente. Envolvem-nos num misto de respeito, admiração e vínculos emocionais, a ponto de fazerem parte da família. Será porventura este o principal motor de tanta investigação sobre a saúde e o bem-estar destes apaixonantes companheiros e muito se tem evoluído! 

As preocupações de hoje em dia com o “novo” membro da família, trouxeram-nos rotinas impensáveis até há bem pouco tempo.
Idas frequentes ao veterinário, procura de escolas de educação e treino, hotéis, ATL ou creches, fazem parte das preocupações do tutor da atualidade. 
Há já quem saia para o trabalho e deixe a mascote em ATL ou na creches, a par de deixar os filhos na escola. 
Chegado o fim do dia, a rotina de volta a casa não acaba sem ter de ir apanhar o “Leão” ao ATL, ou pelo contrário, ainda é preenchida com uma ida deste ao treino ou à fisioterapia.

O valor que é atribuído ao conforto e educação do animal de companhia é cada vez maior, sendo que o interesse pelos cuidados de saúde a nível da medicina preventiva acompanha, em particular, a nova geração de tutores. 

Há cada vez mais procura do melhor para a mascote! 

A nutrição de topo, os melhores programas vacinais e outras proteções como sejam desparasitantes de vanguarda, a procura de locais para esterilizar segundo o melhor padrão de qualidade, assim como a solicitação de check ups de saúde de rotina ou cuidados de grooming especializados, são uma realidade cada vez mais presente. 

A acompanhar este fenómeno, surgem também mais e melhores respostas a todos os níveis. Por conseguinte, não é de estranhar que comecem a aparecer, finalmente, os tão desejados e altamente recomendados bons seguros de saúde animal!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Regras de boa convivência/educação


O facto de termos animais de companhia reforça a nossa responsabilidade não só nos seus cuidados de saúde, mas também na preservação do ambiente e respeito por aqueles que não os tendo, também gostam de frequentar espaços públicos em segurança e devidamente limpos.

Manda a boa educação que respeitemos o silêncio e a limpeza do prédio, assim como dos passeios, jardins, parques e outros locais públicos por onde passeamos com a nossa mascote.

Já agora evitemos passear sem trela, mesmo que o local nos pareça livre de encontros indesejados, é que o nosso cão até pode ser tranquilo o do vizinho é que não…

Peço especial cuidado com o uso das trelas extensíveis, que “inadvertidamente” deixam o animal de companhia fora da nossa vista, até porque muitas vezes estamos em simultâneo a passear o olhar pelo telemóvel… e depois lá vem o descuido que fica mais ou menos exposto ao sapato mais incauto… 
-Vá lá… tenhamos um pouco mais de atenção e não fica nada mal andarmos com o saquinho do “presente”, sendo que é bem mais civilizado…

É também muito aborrecido cruzarmo-nos com pessoas, que por vezes até têm fobia de cães, e tomarmos conta da via por onde circulamos, permitindo, como já presenciei, que os companheiros de quatro patas façam investidas ruidosas aos que passam por eles, principalmente a correr. 
O recurso a treino de “boas maneiras”, por exemplo: “como passear à trela” nem sempre é possível, mas o uso de trela curta e colocar o nosso cão na borda da via de circulação distraindo-o, é por certo exequível.

Manter as vacinas e desparasitações em dia, evita a propagação de doenças/parasitoses, permitindo controlar melhor o estado higiossanitário dos espaços públicos por onde circulamos e por outro lado, dá-nos confiança que o nosso animal de companhia anda mais protegido assim como todos nós.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Cuidados com o gato


Entramos num período (janeiro e fevereiro) em que a atividade do gato é porventura mais marcada. 
Constato também, que é cada vez maior a eleição deste belíssimo animal como nosso companheiro. 
E eis que nos surgem cada vez mais felinos em consultório, não só para cuidados de medicina preventiva, mas também, e cada vez mais, para cuidados terapêuticos…

Então, aqui vão algumas dicas para quem tem ou pensa ter o gato como animal de companhia:

-Opte por uma boa alimentação (escolha alimento comercial premium de acordo com a faixa etária, estado fisiológico e alguma  predisposição a doença, não excedendo a dose diária recomendada, podendo fazer múltiplas refeições ao longo do dia) e não se esqueça de estimular a ingestão de água (sempre água fresca em recipientes separados e nunca de plástico);

-Promova adequado enriquecimento ambiental (objetos lúdicos, sons e feromonas relaxantes,…), eduque, socialize e treine o seu gatinho desde cedo (gostamos ou precisamos de viajar, passear com a nossa mascote, quanto mais não seja pelas idas ao veterinário que serão por certo bem mais agradáveis );

-Tenha recursos básicos disponíveis e bem organizados (separação dos espaços de comer, beber, dormir, wc, arranhador, …e se tiver mais de um gato, não esqueça a regra de N+1 no que toca à quantidade de recurços como sejam caixotes de areia, taças para comer ou beber, etc., em que “N” é o número de gatos). O gato é tão exigente, que até tem predileção por materiais onde come ou bebe (prefere vidro, loiça, ou inox);

-Desparasite e vacine com regularidade de acordo com indicação do veterinário;

-Esterilize. A esterilização prolonga a vida, para além de que um gato não esterilizado vai obrigatoriamente manifestar comportamentos de acordo com a sua atividade hormonal, que não devem ser contrariados. Estes comportamento não são compatíveis com confinamento dentro das nossas casas (os mais frequentes são marcações territoriais com urina, arranhadelas e intensas vocalizações). A esterilização é recomendada por volta dos 6 a 8 meses;

-Recomenda-se também check up de saúde periódico, com análises de rotina em particular na idade geriátrica e sua proximidade (depois dos 7 a 9 anos).